Somos poera do universo

Algumas pessoas pensam que são o centro do universo. Fugam delas! HAHAHAHAH
É muito comum as pessoas pensarem que somos o centro do Universo. A verdade é que nós seres humanos somos apenas grãos de poeira em meio ao um mar cósmico. Alguns acham que a insignificância da humanidade em relação ao cosmos é bastante aterrorizante, mas mesmo sendo assustadora temos que lembrar que podemos ver o que está a nossa volta e temos muita sorte de estarmos aqui hoje. Veja abaixo imagens que vão fazer você rever seus conceitos:

1 – Cada ponto nessa imagem é uma Galáxia. Essa foto foi tirada pelo Telescópio Hubble

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2 – Este é um grupo de cinco galáxia conhecido como Quinteto de Stephan

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3 – Grandes nuvens de gás da nebulosa de Carina

Carina Nebula Details: Great Clouds Credit for Hubble Image: NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA)  Credit for CTIO Image: N. Smith (University of California, Berkeley) and NOAO/AURA/NSF The Hubble Space Telescope is a project of international cooperation between NASA and the European Space Agency. NASA's Goddard Space Flight Center manages the telescope. The Space Telescope Science Institute conducts Hubble science operations. Goddard is responsible for HST project management, including mission and science operations, servicing missions, and all associated development activities.

4 – Os restos de uma supernova de 20 mil anos atrás. Esse anel tem cerca de 1 anos-luz de diâmetro

Image release September 2, 2010  ABOUT THIS IMAGE:  This image shows the entire region around supernova 1987A. The most prominent feature in the image is a ring with dozens of bright spots. A shock wave of material unleashed by the stellar blast is slamming into regions along the ring's inner regions, heating them up, and causing them to glow. The ring, about a light-year across, was probably shed by the star about 20,000 years before it exploded. An international team of astronomers using the Hubble Space Telescope reports a significant brightening of the emissions from Supernova 1987A. The results, which appear in this week's Science magazine, are consistent with theoretical predictions about how supernovae interact with their immediate galactic environment. The team observed the supernova remnant in optical, ultraviolet, and near-infrared light. They studied the interaction between the ejecta from the stellar explosion and a glowing 6-trillion-mile-diameter ring of gas encircling the supernova remnant. The gas ring was probably shed some 20,000 years before the supernova exploded. Shock waves resulting from the impact of the ejecta onto the ring have brightened 30 to 40 pearl-like

5 – A área roxa da imagem destaca a distribuição de energia escura neste aglomerado de galáxias

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6 – Nessa nebulosa centenas de estrelas estão nascendo – ela fica localizada à 7.500 anos-luz da Terra

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7 – Essa é a Galáxia NGC 2841

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8 – Aqui você pode ver as Galáxias mais antigas do Universo. Cada uma se formou a cerca de 200 milhões de anos após o Big Bang

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Prato perfeito

A analogia pode ser tosca e altamente influenciada pela taça de vinho que me acompanha ao escrever este texto. Mas eu prometo, que no final das contas tudo vai fazer muito sentido.
Eu não gosto de miojo. Na verdade eu detesto miojo. Detesto aquele macarrão de arroz sem sabor, sem carboidratos suficientes para produzir bastante açúcar e, consequentemente, bastante felicidade no meu organismo.  Eu detesto aquele pacotinho de sódio que, erroneamente chamam de tempero e abomino mais ainda o fato de ter minha fome saciada em apenas 3 minutos.
Eu não sou boa para cozinhar. Hora minha pouca experiência me limita, hora minha boa vontade é escassa. Quase sempre eu não tenho tempo. Mas em ocasiões especiais eu encaro a cozinha. E encaro com paixão, dedicação e amor!
Miojo definitivamente não traz felicidade. Traz barriga cheia. E isso tudo é, na verdade (acompanhem meu raciocínio) uma metáfora para a felicidade na vida de um ser humano (e levando em consideração que eu sou uma humana que acha que felicidade é amor…entendam). eu não gosto de felicidade instantânea!
Minha felicidade não é fácil nem barata nem vem assim de graça, muito menos vem pronta num sachê.
Minha felicidade demora. Se vem rápido, desconfio.
Minha felicidade é saboreada lentamente. São vários tomates pelados escaldados, refogados com paciência no azeite extra-virgem com cebola e alho e algumas folhas de louro. Tem sal ao meu gosto . Com um toque de açúcar. Truque ensinado pela mamãe para cortar a acidez.
Minha felicidade é construída aos poucos, como um espesso molho pomodoro salpicado de manjericão. A massa vai ao fogo brando e é tirada apenas quando está no ponto: al dente. Al coração.
E isso serve para todas as esferas da minha vida, mas principalmente para a paixão, que parece sempre ter sido empacotada num saquinho prateado a vácuo que dura 3 minutos. Eu prefiro o amor demorado, feito a quatro mãos, com carinho e com tempero, colocado no prato como uma iguaria jamais saboreada, apreciado com um bom vinho, na mesa da sala, ou no sofá, ou na cama.
E mesmo que o molho todo demore para apurar e a massa leve mais de três minutos em fogo brando, eu prefiro esperar na fome pelo prato e (pelo amor) perfeito, do que apenas me empanturar na urgência de um estômago cheio, com aquele macarrão branco.

De repente

Às vezes, sem tempo determinado ou motivação explícita, somos sugados para fora de nós mesmos, dos nossos hábitos, da nossa apatia e da forma acomodada como vemos a vida. Ainda que sugar sugira “puxar para dentro”, a ideia aqui é de ser puxado para fora mesmo. Subitamente expandidos, elásticos e flexíveis.
De repente me vi assim. Ou melhor, parei de me ver e comecei a enxergar outras coisas que pairavam ao meu redor e às quais eu não estava dando devida atenção. De repente deixei meus anseios de lado e as manhãs se tornaram pequenos momentos de tortura onde a obrigação de cumprir com os compromissos frustava a minha vida.
Vez por outra, sem tempo determinado ou motivação explícita, somos indefensavelmente sugados para fora de nós mesmos, dos nossos hábitos, da nossa apatia e da forma acomodada como vemos a vida. Isso. Ainda que sugar sugira “puxar para dentro”, a ideia aqui é de ser puxado para fora mesmo. Subitamente expandidos, elásticos e flexíveis. E eu não falo sobre revoluções e caos, falo sobre coisas simples como o debruçar de um olhar diferente sobre todas as coisas.
De repente descobri um mudo mudo que se apresenta aos olhos como um quadro vivo e me oferece um mundo de inspiração. De repente derrubei muros que custei tanto a construir e atrás deles encontrei pedaços esquecidos de mim. De repente quis mudar meu destino e desistir de tudo o que me ocupa um tempo sem retorno. E quis viajar pra onde for, mesmo que sozinha, para poupar meus ouvidos dos diálogos vazios.
De repente eu percebi que me afastei o suficiente do meu epicentro, deixei de ser o olho que vê sempre a partir de si mesmo e fui, ainda que por breves momentos, um observador externo da minha própria condição. Como que uma segunda pessoa que andasse ao meu próprio lado, me olhando. E assim esvaziei-me de um milhão de vontades bobas e desejei que essa ebulição nos sentidos durasse pra sempre, e que durasse pra sempre também, o silêncio que precede qualquer explosão.

Somos todos passarinhos

 

Deve ter sido coisa daquele passarinho cantando na minha janela. Só sei que acordei com carinho. Um carinho enorme no coração. Pelo ser humano. Todo ELE. Toda gente, toda forma de ente, é tanto que chega doer no coração! De tanto carinho. Pelo ser, humano. Todos sem exceção. Os que estão à direita. Os que estão à esquerda. Os que estão ao meu lado, os que estão longe, os que combinam comigo, e todos os que não, os que eu consigo entender, e todos os que me parecem estranhos no ninho. Os estranhos e seus caminhos. Os pássaros grandes e os como eu, são passarinhos.

Hoje eu acordei na certeza, que todos nós somos pássaros. Destitua o ser humano de suas roupas, de seus cargos e status. Ali estará um ser passarinho. Tão puro e desprotegido.  Que chega a dar pena.

Será que é assim que Deus vê a gente?

 

Imagine a imensidão do universo. O cosmos. Nem dá pra enxergar nossa própria insignificância. Menos que um grão. Um pó em sopro.
O ser humano se esforça tanto para existir. Sofre pra crescer, e ainda que cresça, não existe fortaleza que o proteja. Em um mar de estrelas em que está contido o infinito, o ser humano pensa que um dia vai para o céu. Sem se dar conta que já habita nele. Sente os pés firmes no chão mas o fato, é que está flutuando na imensidão do tudo. Do todo. Imagine a terra, imagine-a bem de longe. Mais longe ainda… suspensa por entre estrelas e espaço que se expande ao infinito. Vá além. Veja os planetas, as estrelas e sóis, as luas, e solte-se mais e sinta o silêncio e por instante, um instante só, volte seu olhar para trás. Procure alguém! Onde foi parar os seres humanos? Cadê os passarinhos e seus ninhos? Onde foram parar seus caminhos e descaminhos?

Não dá um imenso carinho no coração imaginar o ser humano no meio dessa imensidão?

 

A arte melancólica e obscura de uma artista

Tenho um interesse curioso em coisas sinistras e principalmente misteriosas. E por isso estas pinturas da artista americana, Andrea Kowch, me chamaram muita  atenção. Ela utiliza acrílico sobre tela como principal técnica.

Sua expressão artística possui algo de solitário, uma forma específica de abordar a experiência humana. Suas pinturas, em tons escuros, refletem cenas como narrativas de algum sonho. Paisagens bucólicas em áreas rurais e uma arquitetura vernacular, que reflete o estilo próprio de sua cidade natal, Michigan.

É possível sentir um ar melancólico, com uma aura quase gótica e fantasiosa. É possível sentir muita coisa se você observar cada detalhe. O nível de composição também é surpreendente. Pode-se ver e quase sentir os tecidos, suas estampas complexas, os papéis de parede, as texturas de madeira e outros materiais. É comum ver cenas de pássaros e pequenos animais interagindo com humanos de forma estranha e peculiar.  Realmente um trabalho muito belo.

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