As vezes fica pesado

O que escrever quando nada de enorme se agiganta em sua mente?
Eu poderia tentar liberar, parafraseando Osho, Clarice ou Martha Medeiros
poesias vivem aqui dentro.
Eu poderia falar sobre tantas coisas que me intrigam, me confundem ou me fazem refletir, mas vou colocar para fora, e nem faço questão de ter coerência.

Porque hoje, não muito diferente de alguns outros dias, minha cabeça martelante e pesada gostaria de
estar em outro lugar. Na lua. É contraditório dizer isso, principalmente para quem me conhece bem.

Mas minhas viagens ao céu são involuntárias. E enquanto isso, sou obrigada a ficar aqui.

É, as vezes estou ausente, olhando para o vazio, mas isso não quer dizer que estou aérea.

Tento silenciar toda essa inquietação mental.

Meu corpo aqui, minha mente, em qualquer outro lugar.

Gostaria de ser um pássaro, uma brisa, ou qualquer outra coisa leve com liberdade para ver o mundo. As vezes sinto que sou, sinto que tenho esse super poder e me sinto a pessoa mais especial da face da terra.

Por isso sou tão apegada a essas coisas.

O “deve” o “tem que” e o exultante  “precisa” são de um peso dilacerador, as vezes.

Ha, não, não me interprete mal, não sou nenhuma leviana que não gosta de responsabilidades.

Não se há tempo para perder,
Mas não se pode perder o passo.
A vida não espera.

Tenho alma de passarinho.

Meu passarinho é solitário,
e mora em uma gaiola de portas abertas.

 

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