Sozinha para escrever

Quando bate aquela vontade de gritar, escrevo. Assim como quem não quer nada. E vou esparramando no papel. O que eu não quero é entris[tecer] minha alma e acabar escrevendo aquilo que eu nunca me diria (pelo menos não nos dias de hoje, depois de aprender muito). O que eu mais quero, é deleite…O que eu mais quero é ficar no silêncio e beleza da primavera de forma singela. Não gosto de falar muito, porque falar muito me cansa – e não gosto de falar sobre muitas coisas com os outros, por isso tenho que escrever. Dessa forma que me sinto completa, e todas as outras coisas nem existem mais…
As vezes queria poder conversar, em um intervalo entre desinteresse e preguiça, mas sinto que não estão preparados para me escutar. Me calo, converso com Ele, com a lua.
Que eu nunca coloque o silêncio apenas como enfeite ou admiração, mas que Ele revista minha essência e seja resposta para tantas explicações desnecessárias. – o silêncio nunca foi mudo – Que eu nunca esqueça onde colocar meu coração e  sobretudo, saber que quando me sinto mais sozinha, é que estou acompanhada.
Minha mente acalma, porque antes de levantar, bem cedinho, eu conversei com Deus.
 Só porque vem um passarinho todos os dias me inspirar a respirar. Ele é meu amigo. E habita em minha morada, assim, quando estou bem mansinha e com as mãos juntas, perto do queixo.
Fecho os olhos ,  e escrevo.

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