O medo é nosso amigo?

A gente tem muita curiosidade sobre o ‘outro’. Nossa mente vive no outro. O tanto que o outro nos afeta. Ou por que não os afetamos com o nosso afeto, ou os fascínios que se abrigam além dos nossos umbigos. Olhar pra dentro e saber quem é este que se interessa tanto pelo outro é um movimento complicado.

Existe o medo. E certamente, poucas coisas falam mais sobre nós mesmos do que os nossos medos. Medos comuns, da morte, da ausência da saúde, de perder, das violências e até medos bobos para alguns, como medo de cachorros, mas que realmente causam arrepios.  Mas, falo do medos gritantes que rondam a todos. Nos traduzem como humanos expulsos de um dito paraíso onde dor e morte, tristeza e fim, não eram palavras existentes.

Existe o medo. Um mais interno. É deste silencioso e dito corrosivo medo que falo. Ele é um sabotador?

Os medos silenciosos, nos protegem, afinal, É o medo que nos impede.

Intuição, por exemplo, quem acende seus interruptores? Decidir ir pra esquerda, permanecer na direita, parar, mudar de rumo, não comprar, se esquivar, ficar em casa, ou antes de tudo, ir dormir? Se o que temos por dentro é aquilo que somos, então, faz sentido dizer que somos, também, os nossos próprios medos.

Aprendi a insistir na amizade com o medo, tentar compreende-lo, tentar escuta-lo, e até a provoca-lo, confrontar o medo é uma atitude corajosa a gente tem que fazer alguma coisa que aponta o contrário do que nossos mimados corações anseiam. Tudo é permitido? Não!, não é! E tem mais a particularidade de sermos cada um, um unicamente. Olhe suas digitais. São suas, unicamente suas, não há mais ninguém no mundo que tenha outras iguais as suas.

Nossas digitais de dentro também são únicas, e o medo de cada um, é o medo de cada um, justifica-se por sua originalidade. Daí ser tão fácil aceitar os nossos medos, mas chamar de covardia o medo dos outros. Há que se ter empatia aos medos alheios. E com os nossos. Será mesmo que eles nos roubam do melhor que poderia ser se não fosse o medo que paralisa?

Será?
Será que ele, o medo, não faz o papel do amigo chato que está ali pra dizer que não, não é uma boa ideia, por mais tentadora que seja a ideia? Aquele amigo que depois que a merda foi feita, vem e diz ” eu não te avisei?”… Às vezes, o ato de maior coragem é resistir. Eu sei que disse que estou confrontando este meu novo reconhecido amigo, mas, confronta-lo não é necessariamente passar por cima, são só questionamentos, temos que questionar a todo tempo nossos medos, mas, não ignora-los.

.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: