O céu de Ícaro tem uma história

” O céu de Ícaro tem mais poesia  que o de Galileu” Paralamas do Sucesso

Dédalo era um construtor e um escultor muito competente de Atenas que caiu em desgraça por ter assassinado Talo.

 O rei Minos de Creta, refugiou Dédalo e seu filho Ícaro na Ática. Ficou responsável  de construir um labirinto para guardar o terrível Minotauro, filho da Rainha Pasifae, mulher de Minos, e de um touro.  O Minotauro -Metade homem e metade touro, que se alimentava de carne humana. O labirinto era tão perfeito que até Dédalo teve dificuldade em sair dele. 

O rei Minos, como castigo pelo por  Atenienses ter matado o filho Androgeu, obrigou a cidade de Atenas a pagar um tributo anual de sete rapazes e sete moças para alimentar o Minotauro.  Ao fim do terceiro tributo, Teseu, filho do rei de Atenas, ofereceu-se como uma das vítimas, a fim de salvar a sua Pátria do flagelo que os atingiam. Ao chegar a Creta, Ariadne, filha do rei Minos, apaixonou-se pelo jovem Teseu e, com a ajuda de Dédalo, deu ao jovem um novelo de fio que guiou o herói para fora do labirinto.

Furioso com a traição de Dédalo, o rei Minos mandou o pai e o filho Ícaro, para uma ilha de onde não podiam fugir sem autorização do rei.

Para se libertarem, fizeram uso do trabalho e assim construíram asas com cera de abelha e penas de gaivotas. Dédalo,  alertou ao filho que não voasse muito próximo ao sol pois assim este poderia queimar a cera e destruir as asas.

Ícaro, imprudente, desobedece por completo as instruções do pai e, com o anseio de se aproximar ao Sol e descobrir as maravilhas do Astro-Rei, despenca e caiu no mar Egeu, após ter a cera das asas derretida pelo calor. A ilha, onde caiu o corpo do jovem Ícaro, recebeu o nome de Icária.

Esse mito simboliza a engenhosidade técnica que permite ao homem sua liberdade, mas cuja ambição desmedida pode levar à destruição.

E porque o céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu?

Porque Galileu é ciência, Ícaro é poesia. Galileu tenta alcançar o Sol através das áreas exatas, e consegue! Ícaro age por impulso, ganância, se precipita e cai.

Ícaro possui mais poesia. O desejo dele é entender, chegar mais perto e até mesmo tocar o Sol. Seu céu é cheio de desejo e a vontade de voar é o que o rege. O de Galileu é racional e as estrelas são números, cuja matemática o levaria até o Sol.

Os dois enxergam o Sol com extrema curiosidade, mas apenas Ícaro é irracional (o que não o torna pior) e age por impulso. Galileu calcula, mede atos e conseqüências, pensa e só então age. Ícaro, no entanto, apenas age, e usa, única e exclusivamente, os sentimentos. Impulsivo, irresponsável e porque não inconsequente?!

É óbvio e fica claro que o céu Ícaro teria mais poesia e poderíamos entrar em muitas outras interpretações (como o fato de Ícaro ter enxergado de cima, enquanto Galileu limitou-se ao plano terreno), mas nada disso importa muito. Aliás, só quem alcançou o seu objetivo foi Galileu, que mediu e planejou, sem agir por impulso.

Acho que os dois céus são interessantes. Ícaro sonhou mas não usou a razão, Galileu sonhou mas usou apenas razão, na minhã opinião ele perdeu por isso. Apesar de ter conseguido.

Razão e sentimentos tem que andar juntos.  

mitologia grega

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